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Indicação para a cirurgia |
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Para se indicar o tratamento cirúrgico, o
paciente deve apresentar um peso 200% acima do peso ideal e no mínimo
tem que possuir um IMC de 35 Kg/m2, além de apresentar co-morbidades
associadas como DM, HAS, apnéia do sono, entre outras. Outro requisito é
possuir idade entre 18-50 anos, pois para pacientes com mais idade
existe um alto índice de morbi-mortalidade, porém isto ainda é muito
controverso.
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A nutrição e o tratamento da Obesidade Mórbida |
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A nutrição tem enorme importância no
tratamento cirúrgico da obesidade mórbida, principalmente tendo em vista
as grandes mudanças que ocorrem no trato gastrointestinal. Independente
do processo cirúrgico realizado tem-se como principal objetivo: |
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Promover a perda de peso adequada; |
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Manter um bom estado nutricional, evitando carências de nutrientes. |
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Não deixar que se perca o prazer e afins (aspectos sociais entre outros)
que cercam o alimento. |
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Como funciona a alimentação no período pré-operatório |
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A nutrição no pré-operatório está centrada principalmente em
aumentar o potencial do paciente para o sucesso no
pós-operatório. Portanto os principais objetivos são: |
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Promover redução de peso inicial; |
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Identificar problemas alimentares e sugerir novas
alternativas; |
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Criar no paciente uma expectativa real de perda de peso no
pós-operatório; |
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Preparar o paciente para a dieta que deverá ser seguida; |
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É importante que o paciente tenha em mente que a cirurgia
não é a cura da obesidade, mas sim uma ferramenta que usada
conjuntamente com mudanças de comportamento levam ao sucesso
desejado. |
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A perda de peso neste período é necessária para minimizar as
complicações cirúrgicas. Com isso, reduz-se problemas
respiratórios, além do que com esta perda de peso ocorre
conseqüentemente melhora das co-morbidades melhorando todo o
processo cirúrgico. Parar de fumar também é importante. |
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Como funciona a alimentação no período pós-operatório |
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Neste período o indivíduo não deve ter dúvidas com relação
ao plano alimentar a ser seguido. O mais importante é o
paciente observar como a redução do volume gástrico irá
interferir na sua capacidade de se alimentar. Deve ainda
estar bem informado dos desconfortos e conseqüências que ele
irá sofrer se o protocolo não for seguido.
Este período é composto por três fases. |
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Fase 1
Composta por dieta líquida. Este estágio serve
principalmente para testar a nova forma do estômago, ajudar
na cicatrização (por ser uma dieta pobre em resíduos há
diminuição do trabalho gástrico) e manter a hidratação.
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Fase 2
Composta por dieta pastosa. A partir deste estágio é
importante para o nutricionista criar alternativas para não
tornar a dieta monótona e assim desistimular o paciente.
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Fase 3
Início da dieta sólida e do processo de reeducação
alimentar, visando uma alimentação equilibrada e rica em
diversos nutrientes, principalmente ferro, cálcio, ácido
fólico e vitamina B12.
Estes nutrientes têm sua absorção prejudicada devido o
desvio de trânsito gastrointestinal promovido pela cirurgia
e por isso devem receber atenção especial. |
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É preciso salientar que o volume das refeições é sempre
muito reduzido variando de 30ml a 200ml, da 1ª até a 3ª
fase.
Devido a pequena quantidade de alimento que é consumida
diariamente, decorrente da restrição do tamanho do estômago
e da má-absorção de alguns nutrientes após a cirurgia, na
terceira semana inicia-se a suplementação de vitaminas e
minerais com intuito de prevenir carências nutricionais
futuras como anemia por deficiência de ferro. |
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Considerações a longo prazo |
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O mais importante é que ocorra uma mudança de hábito
alimentar e de estilo de vida, consistindo este um
importante passo do tratamento. |
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Princípios básicos de uma alimentação equilibrada |
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Variedade
Não existe um alimento que contenha todos os nutrientes
necessários para uma boa saúde. Portanto, devemos variar ao
máximo os alimentos para que nosso organismo possa absorver
os mais diversos nutrientes. |
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Moderação
Todos os alimentos podem ser consumidos, inclusive
guloseimas, desde que com muita moderação. |
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Proporcionalidade
Significa comer mais alimentos saudáveis (ou que
pertençam aos grupos da pirâmide de alimentos mais
saudáveis) e menos alimentos poucos saudáveis. |
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Pirâmide dos alimentos |
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A pirâmide dos alimentos, é uma forma ilustrativa da
distribuição ideal dos alimentos para melhor compreensão,
por parte de todos, de como consumir os alimentos em
quantidades suficientes para que juntos componham uma dieta
adequada nutricionalmente. |
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A melhor pirâmide para a vida saudável tem como base a
prática cotidiana de atividade física, porções diárias de
cereais integrais (arroz, aveia, trigo e produtos integrais
em geral), frutas, legumes e feijões.
Em menor quantidade, por estarem mais no topo da pirâmide,
devem ser consumidos peixes (principalmente sardinha, salmão
e arenque), ovos, frango, laticínios (de preferência
desnatados) e por último, em menor quantidade ainda a carne
vermelha.
Guloseimas em geral devem ser consumidos esporadicamente. |
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Nutricionistas
Magda Rosa Ramos Quadros
Lourença Dalcanale |
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